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PESQUISA - Trabalho remoto: mulheres têm maior potencial de modalidade do que homens

18 de Outubro de 2021, 9:00 pm

Um estudo inédito de pesquisadores do FGV Ibre mostrou que a fatia de mulheres com ocupações compatíveis com o teletrabalho e que têm infraestrutura para desempenhá-lo chega a 22,3% no Brasil. Entre os homens, ela cai para 14,2%.

Uma pesquisa recente do Credit Suisse também destacou que o perfil do emprego feminino, mais focado em serviços, favorecerá uma maior inserção das mulheres no mercado de trabalho futuramente.

O problema é que, se por um lado, o potencial de trabalho remoto do Brasil pode contribuir, eventualmente, para uma queda da desigualdade entre homens e mulheres, por outro, deve acentuar outras desigualdades.

Esse risco é evidenciado pelos recortes que os economistas da FGV fizeram por região, raça e até pela divisão do mercado entre os setores público e privado. “Há o risco de um aumento geral da desigualdade no país”, diz o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, um dos autores do estudo.

Os dados mostram que, enquanto o trabalho remoto pode ser realizado por 40% dos funcionários públicos, entre os empregados do setor privado fica em apenas 15%. 

O potencial de teletrabalho entre trabalhadores brancos e amarelos é o dobro do registrado entre profissionais pretos e pardos: 24,5% contra 12,2%, respectivamente.